Maternidade: uma oportunidade de refazer-se!

Esse tema foi inspirado em uma postagem da psicóloga e amiga Sílvia Barbosa do Instagram e Blog Enfim Nós a postagem dela me fez pensar muito o quanto a minha maternidade é diferente da maternidade da minha mãe.

Eu sou muito mais apegada, sou de acolher… abraçar e se tiver que chorar junto, pego meu menino no colo e choramos…

A um tempo atrás eu vi uma imagem no instagram sobre o ciclo da maternidade e me identifiquei totalmente.

E sem que percebesse fiz a minha trajetória materna diferente da que fui criada. Minha mãe me teve muito jovem aos 21 anos, e paciência não era o lema lá de casa. Tive muitas dificuldades na aprendizagem, custava ler… precisei ir para explicadora, mas, antes de ir o pulso firme dela e a falta de tato na percepção de minhas dificuldades foram marcadas pra sempre.

Inconscientemente eu escolhi fazer o meu caminho… diferente das maternidades que eu conhecia… simplesmente segui meu coração e decidi por uma maternidade acolhedora. Não sei se a idade influenciou… ou talvez tenha trago mais calma do que minha mãe teve aos 21 anos, mas, aos 33 anos eu me vi uma mãe plena… apaixonada e atenta a cada pequeno gesto e desenvolvimento.

Não tive pressa em desmamá-lo… amamentei em livre demanda por instinto… Não tinha as informações que hoje tenho… mas, segui meu ritmo e desalerei a vida pra acompanhar os pequenos passos do meu menino. Compartilhei a cama, a contrariedade de minha mãe, mas, eu escolhi assim fazer.

A vida corrida não mais era minha. Fiz escolhas por ele, abri mão sim, de muitas, mas, não me arrependo de cada dia dar o melhor que eu posso. Erros tenho inúmeros, tem dias que a falta de paciência domina, mas, no geral, aqui em casa a gente tem pano pra manga nas conversas…

As conversas aqui são inúmeras… E sim, sou mãe Nutella assumida!

Fácil não é… perder a cabeça vem no pacote da maternidade, pois o que percebemos é que nossos pequenos vieram ao mundo para nos desafiar. Mas, eu sou teimosa!! E como brasileira não desisto nunca! E com tato vamos alinhando um ao outro.

Não estou aqui pra julgar a maternidade de ninguém, tão pouco a que fui criada, mas, estou aqui pra levantar a bandeira e dizer que faça ao seu modo e o melhor que puder independente do que recebeu… dê simplesmente o que tem lá no fundo de si mesma.

Nossas escolhas talvez não sejam as mais acertadas, mas, são nossas! E se tivermos que errar que seja tentando acertar a cada instante.

Participam conosco:

Nossa próxima postagem que será dia 17 de Julho e trará tema:  “Vida corrida! E a maternidade onde fica?”

Abordagem:

  • E ser Mãe é dividir-se entre ser: dona de casa, profissional, estudante, Conciliando a casa, o trabalho, as atividades extra curriculares dos filhos e ainda dar conta de si mesma.
  • Nem sempre estar presente fisicamente significa estar por inteiro.
  • Há quem tenha suporte familiar e quem não tem e tem que se ¨virar¨ sozinha.
  • A educação terceirizada por parentes, funcionários ou escola integral.
  • E atenção que os filhos exigem, como conciliar?
  • Há como administrar o pouco tempo com qualidade?

Como funciona a BC (Blogagem Coletiva)

♥ No terceiro domingo de cada mês, faça uma postagem no seu blog sobre o tema proposto, com o mesmo título da BC no seu texto. Lembre de mencionar que faz parte do Projeto: Na Casa Da Vizinha – Blogagem Coletiva uma iniciativa de Cris Philene e Tê Nolasco,
♥ Link nossos blogs ao nome!
♥ Feito isso compartilhe o seu link aqui nos comentários, para que possamos inserir à nossa publicação.
♥ Não deixe de visitar e comentar também em quem está participando

10 Comentários

  1. Bom fim de domingo Cris e que a semana de vocês seja abençoada leve e alegre. Aqui mais um depoimento sincero e consciente da arte de ser mãe. Temos uma tendencia em ser e ou copiar muito dos que nossos pais nos passaram. Outras temos que assumir nosso papel e gerenciar nossa travessia em todos os ramos e assim o é na educação e criação de um filho, principalmente quando já não temos os pais por perto. Que bom que pode assumir e abrir mãos de outras facilidades para dedicar-se na vida do Joseph e assim se sentir vencedora em todos os processos num acompanhamento incisivo presente. Meus parabéns pela dedicação e determinação na difícil arte.
    Meu abraço de toda paz.
    Beijo de paz amiga.

  2. Oi Cris! É uma alegria participar com vocês, que têm todo esse trabalho de organizar a blogagem!

    Eu acredito muito na sabedoria que existe nos corações. Ouvir o coração para educar um filho é um caminho lindo!

    Nenhuma mãe está pronta, a maternidade é um desafio constante, há coisas que sairão do jeito que planejamos, outras fugirão totalmente ao nosso controle, porém ter o amor como a base, o solo para educar, agir, corrigir, é essencial.

    E que os desafios e sofrimentos pelos quais passamos, possam se transformar em novas maneiras de olhar para as dificuldades, para a vida como um todo.

    Joseph certamente recebe esse olhar transformado que é puro amor e mimos.
    E como é gostoso aconchegar nossos filhotes, não é?!

  3. Belo texto, a maternidade evolui com as gerações eu tambem tive uma criação muito diferente da que dou hoje aos meus pequenos, procuro não ter os erros que meus pais tiveram, fui mãe aos 34 anos mais madura, na 2ª gestação procurei trabalhar menos e dar prioridade aos meus filhos , penso que a infância passa muito depressa precisamos aproveitá-la bem .
    nosso blog fez aniversario de 10 anos ontem , passe lá para nos visitar. Bjs bom final de semana!

  4. Oi Cris!

    Os filhos são sempre uma versão melhorada dos pais, disse uma terapeuta uma vez.

    E a paz vence sempre. Precisamos estar sempre conscientes de nossas escolhas e assim ter paz.

    Linda a sua postagem!

    Beijo!!

    Renata e Laura

  5. Cris que coisa mais linda !! Me arrepiei lendo. Quanto amor, quanto aprendizado… concordo com vc não estamos criticando nossas mães ou quem faz diferente de nós mas estamos atentas às diferenças, aos detalhes… Como quando colocamos os óculos para leitura e percebemos as vírgulas, as pausas que fazem diferença no contexto.
    Amei seu texto e sem dúvida sua família é muito abençoada com esse amor e olhar cuidadoso que tens. 😘😘😘

  6. Que emocionante amiga.
    Me identifico muito, e concordo, talvez a maturidade, trás a calmaria que nossas mães por serem mais novas não tiveram…
    Aqui também tem muito acolhimento, teve cama compartilhada, aconchego…
    E que todas as escolhas sejam tentando acertar…
    Amei!!!
    Beijos doces,
    Ju

  7. Amiga querida, bom dia!
    Que lindo relato! A vida as vezes não nos deixam escolhas passadas, mas nos deixa escolhas presentes e futuras…
    Como você disse, as vezes erramos tentando acertar e como sua mãe era nova, sem muita maturidade e experiencia, imagino que assim também foi com ela.
    Assim vamos nos refazendo. Como disse na minha postagem, meus pais eram de um jeito, eu herdei um tanto deles e algumas coisas a gente faz diferente, Maria herdará um tanto de mim e com certeza fará diferente também…
    É o ciclo da vida!
    Com Joseph será assim também!

    Mas com tudo, precisamos superar o que passou e seguir em frente, confiantes que fazemos o melhor para nossos filhos…
    E aí , pelo que sempre vejo, tem muito amor, dedicação extrema, sabedoria e ternura!

    Lindo amiga! Parabéns pelo post!

    Beijos doces no coração

    Tê e Maria ♥ (mais uma doce BC – Feliz)

  8. Que lindas tuas palavras e por elas e cada post teu vejo que és mesmo uma mãe amorosa e dedicada.
    Acho que deixar o corac a o falar sempre ajuda ao nosso caminho trilhar…

    Bjs,lindo dia! Chica


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