Sou Mãe e agora? Carreira e Maternidade

Sou Mãe e agora? Carreira e Maternidade

Fui mãe aos 33 anos, minha vida toda trabalhei fora e durante toda a gravidez mantive a mesma rotina. Em meu entendimento, seria “simples” voltar ao trabalho depois de ter meu filho. Como sair de casa para o trabalho foi sempre rotina, não pensei, nem por um instante qualquer que seria o maior desafio.

Na maternidade: Apaixonada…

Mas, então o filho nasce… o tenho em meus braços e percebo que todo o meu universo cabia ali, no meu colo. Estava bem ali, aninhado… Somente mãe, entende mãe, entende o sentimento de mãe, entende o tamanho do amor que só faz crescer a cada dia… a cada instante. E voltar ao mercado de trabalho foi um dos grandes desafios que enfrentei! Deixar meu bebê aos cuidados de uma outra pessoa… me afastar daquele que em pouco tempo de nascido, eu já amava imensamente e profundamente… não pensei que fosse conseguir!

O que nós mães não sabemos é que desafios como esses… farão parte de toda nossa vida, a partir do momento que somos mães. E que a cada fase, que parece ser a mais difícil de todas, apenas é mais uma das inúmeras que estão por vir!

Não vou dizer que foi fácil, voltar ao trabalho… porque não foi! Mas, foi necessário, os primeiros dias foram regados de lágrimas, culpa e uma dor da separação… imensa. O sentimento era um vazio que eu não sabia explicar, eu sentia… e me consumia. O que tranquilizava, era o nosso reencontro, era novamente ter em meus braços o meu menino, poder aninhá-lo e recebê-lo em meio seio para alimentar (mesmo sabendo que ele estava muito bem cuidado). O que aliviou foi poder contar com uma cuidadora excepcional, a querida D. Vera, mãe de uma amiga do meu trabalho e que cuidava tão bem… que meu coração acalmava ao ver meu bebezinho tão bem cuidado.

Tempo de Qualidade

O que fica de lição pra mim, neste desafio de optar por não abrir mão da minha carreira, pois o meu trabalho faz diferença em nossa renda familiar e não tínhamos outra alternativa é que: é possível sim! Mesmo trabalhando se doar ao máximo na educação e cuidado com o meu filho… é estar presente, de verdade, mesmo no pequeno tempo que temos juntos, é proporcionar a ele, o melhor que eu posso oferecer… e não mais me culpar, por não estar mais presente em todo o tempo, mas, me empenhar pra fazer do nosso tempo junto um diferencial. É o tempo de qualidade, que tanto ouvimos falar e que ignoramos e até mesmo duvidamos que tenha valor, mas, não se engane, esse tempo existe e ele pode ser incrível!

Mãe não se culpe…

Não se culpe por voltar ao mercado de trabalho… não se culpe por não estar presente as 24 horas do dia com seu filho… porque mesmo que não esteja perto, você não deixa de ser mãe as 24 horas do dia… inclusive naquelas em que vocês está no seu trabalho… nos seus estudos e seu negócio. A maternidade vem pra somar… vem pra nos mostrar que podemos muito mais do que imaginamos, e que os desafios existem, para serem vencidos e superados dia após dia.

Na casa da vizinha

Deixe nos comentários seu link para que possamos visitá-la e outras blogueiras também conheçam sua história.

Anote a Data: Nossa próxima postagem que será no terceiro domingo de setembro, dia 16, o tema será: “Filhos e o “Criar Asas” tão cedo!
Abordagem: Aquela fase que as crianças começam ir para as “noites do pijama”, viagens escolares, casa dos parentes… Com quantos anos seu filho começou a sair? Como é sua reação? O coração aperta? Você está preparado pra isso? É um momento que se passa tranquilo pra você ou um momento de preocupação? Quer sugerir algum tema? Será muito bem-vindo!

Projeto: Na Casa Da Vizinha Blogagem: Coletiva de iniciativa de Cris Philene e Tê Nolasco Duas mães, blogueiras e amigas que amam escrever sobre as dores e delícias da maternidade.

Visite também as mamães:
Bolhinhas de Sabão para Maria – Sou mãe e Agora?
Chica Brinca de poesia
Coisas da Lara – Carreira e Maternidade

Mãe Sem fronteiras – Sou mãe e agora?  Carreira e maternidade

Vamos Conversar? – Sou mãe e agora? Carreira e Maternidade 

7 Comentários

  1. Oi Cris, eu parei de trabalhar depois que o Victor nasceu, eu não tinha com quem deixa-lo, mas não me arrependo. Eu amo cuidar deles, de casa, mas as vezes sinto falta de “trabalhar” com alguma coisa.
    Amei seu relato, vc é uma mãezona!

  2. É desse jeitinho mesmo o reencontro com nossos pequenos nos consolam, nos acalmam, nada na maternidade é fácil. Mas vamos fazendo nosso melhor sempre

  3. Cris é bem verdade o que vc falou, muitas mulheres não tem noção do que está por vir, e quando recebemos o mundo inteiro nos nossos braços (filhos), a gente se derrete toda. Um sentimento que só mãe entende. Amei seu post, suas experiencias, e o melhor é sempre seguir os instintos sem culpa, com certeza.
    Lindas fotos, lindo relato.
    Beijos no seu coração.
    Ju

  4. Amiga… a vida é uma constante luta pelo melhor… e a maternidade não é diferente… ficar em casa, sair pra trabalhar, tudo tem seu propósito e acho que o coração de mãe , muitas vezes aliado à razão, sabe o que é melhor pra ela e seu filho.

    A gente se questiona por trabalhar, a gente se questiona por ficar em casa, mas o importante é esse amor desmedido que não cabe no peito e procura sempre o melhor pros filhos… e claro… não podemos esquecer da gente também..

    Lindo seu relato, lindo e verdadeiro….

    Feliz por nossa primeira blogagem Coletiva e ja tivemos a primeira participação ilustre da amiga Chica… sempre presente..

    Beijos grandes!

    Tê e Maria ♥


  5. Cris, gostei de ver teu relato e deu pra sentir na pela… Realmente deixar filhos não é tarefa fácil, mas que bom que conseguiste. Por isso mães são fortes.Resistem às diversas emoções e sustos… Gostei! um beijo,tudo de bom, chica

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

*