Sexo durante a gravidez e após o nascimento dos filhos

Sou Fabiana Furlan, mãe em tempo integral, idealizadora do Instagram @maesdepoisdos30, conheci as meninas do Confissões Maternas pelo Instagram e da nossa amizade surgiu o projeto!

Sexo durante a gravidez e após o nascimento dos filhos

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Imagem site M de Mulher

Sexo é assunto tabu em nossa sociedade. Não nos sentimos muito a vontade para falar sobre ele. Mais ainda durante a gravidez e depois da chegada dos filhos.

Numa gravidez normal, a atividade sexual é permitida e recomendável. Entretanto, algumas alterações hormonais podem diminuir ou elevar a libido feminina.

Quando iniciamos as tentativas brincava com meu marido que precisávamos fazer “bem feito”. Acompanhava o período fértil através do aplicativo: WomanLog. Porém, nunca me senti obrigada a fazer amor por estar “nele”.

Após três meses de tentativas recebemos o resultado positivo e com ele surgiram as mudanças em meu corpo. Meus seios ficaram enormes e amei estar peituda. Minha autoestima ficou lá em cima, me sentia super bem (tirando alguns enjoos) e gostosa. Claro que meus seios também estavam sensíveis…

Minha barriga demorou a aparecer. Começou a atrapalhar no final sexto mês. Nessa hora, devemos usar a criatividade e/ou pesquisar posições adequadas e confortáveis.

Minha libido só diminuiu no último mês. Meu marido em momento algum ficou com receio ou medo de machucar o bebê, o que pode acontecer com alguns casais.
Minha gravidez foi tranquila e meu médico incentivava a prática sexual. Somente nas últimas semanas que pediu para evitarmos, pois estava com dilatação.

Mas, após o nascimento, a história foi diferente. Não foi só meu filho que nasceu, também nasceram um pai e uma mãe. E essa MÃE apagou a mulher. Os médicos falam em quarentena. Mas aqui, foi muito mais, minha libido era zero. Virei uma leoa que só queria lamber a cria. Todos meus olhares voltaram-se para a maternagem. E vamos combinar: os seios de outrora lindos estavam enormes e cheios de leite!

Sexo durante a gravidez e apos o nascimento dos filhos
Imagem do Sites Uai

O puerpério e demais cuidados com o bebê foram a combinação perfeita para não querer saber de sexo.

A primeira vez após a cesariana foi doloroso e fiquei com medo de tentar novamente. Conversei com meu marido e pedi para ele esperar eu ficar pronta.
Porém, os meses foram passando e nada. Ele começou a sentir-se excluído, era como se só a mãe existisse a mulher/companheira não. Novamente, conversamos e aos poucos fomos recomeçando. Comecei a cuidar mais da nossa relação e ele também.

Pesquisei e encontrei algumas dicas, entre elas: sair sozinha com marido, ler contos eróticos, usar a imaginação etc. A mais palpável foi usar a mente.
Recordar de nossos momentos íntimos ajudou na excitação. O cuidado que voltamos a ter um com o outro também. Foi como se voltássemos a namorar, mas agora com uma pessoinha feita por nós no meio.

Da mesma forma que fugíamos para “dar uma rapidinha” quando namorávamos, fazíamos com Pedro. Quase que com hora marcada. Tipo: ele dormiu agora, vai acordar tal hora -então: vamos lá!

Mas, alguns bebês como o meu, possuem um botão: papai está com a mamãe! Ativar choro! Você irá precisar conciliar isso!

A mudança maior com relação à libido ocorreu com o desmame e quando Pedro começou a dormir melhor. Atualmente estamos tentando conciliar e voltar ao ritmo anterior.

Entretanto, tem dias que após toda a função com o Pedro só queremos mesmo é dormir e dormir.

Dialogando com as meninas do grupo Confissões Maternas, percebi que é um problema comum para muitos casais. Segue nos comentários as opiniões e experiências de cada uma das participantes.

Eu confesso e sem medo de ser feliz, não sou uma pessoa sexual. Apesar que Melissa foi fabricada em um ápice de entrega da minha parte, em uma viagem, que eu mesma antevi que seria o momento da concepção. Mas, tirando o instante, me sinto sexualmente incrível, sexo para mim, não é a melhor prática do universo e imagina na gravidez, que a gente muda tanto. Neste período, eu literalmente deixei o meu marido na mão. Kkkkkkk. Eu sentia zero vontade de namorar, e isto perdurou para depois do nascimento da Melissa. Foi um tempo gigante de não me toques, mesmo eu sabendo que Diego, estava ansioso para que a vida sexual se resgatasse. Infelizmente, no meu caso, eu que já não era muito afim, só fiquei pior. Acredito que a libido, no meu caso, precisa ser estimulada, trabalhada sim, para que o casal que existia não vire apenas bons companheiros. Aqui, após estes anos de altos e muito baixos, estamos encontrando nosso jeito de amar entre os lençóis. Geralmente com uma espécie de hora marcada, com dias de recusa total, mas sem abandonar totalmente esta cumplicidade para que a relação não esfrie. Beatriz – instablog @eubemqueteavisei

Confesso que tive experiências diferentes nas duas gestações. Na primeira fiquei super sensível, mas a libido em alta, então nossa rotina de namoro permaneceu normal, diminuindo conforme a barriga foi aumentando. Já na segunda gestação, o perfume do meu marido me causava enjoos (isso nos 3 primeiros meses), após o primeiro trimestre a rotina voltou, mas também já não era como no primeiro filho, pois além da gravidez já estávamos no “vamos esperar o pequeno dormir!”. No pós parto já foi um pouco mais complicado, porque imagina, uma criança de 7 anos, um bebê e uma mamãe com muito leite… meus desejos diminuíram bastante, sufocados pelo instinto materno! A rotina de casal começou a voltar ao normal assim que as mamadas se espaçaram, as trocas de fraldas diminuíram, permitindo que a mãe deixasse a mulher também estar presente. Em nenhum momento, Graças a Deus, sofri pressão de meu marido, ele compreendeu totalmente esse tempo, mesmo porque, também entrou na dança do “pega o bebê” ou “troca ele, por favor!”. Camila blog Baú de Menino

Na primeira gestação conseguimos sem problema até os 08 meses, já na segunda tive alguns problemas na gestação então interrompemos por orientação médica com 07 meses, a retomada nas duas foram difíceis para mim não tinha libido algum, e voltamos depois de dois meses que o baby nasceu, a rotina não foi a mesma no inicio mas com o tempo foi melhorando e hoje posso dizer que estamos 90%. Fernanda – blog Mamãe de Duas

Para mim, também foi bem diferente nas duas gestações. Na primeira, foi até tranquilo, diminui bem pouco a libido, mesmo após o nascimento do meu filho, namorávamos na mesma frequência. Já, no segundo filho, foi bem mais complicado. Tinha que dar atenção para o primeiro filho, para o bebê, para o marido. Os hormônios a flor da pele. eu confesso, que não tinha desejo algum, e por sorte, meu marido até entendia, via que não estava sendo nada fácil para mim, e claro, me culpava demais por isso. Eu achava que, eu deveria dar conta de tudo. Mas sabemos que temos nosso limite, e nessas horas, ter um esposo amigo, companheiro, e compreensivo e primordial. Depois de uns meses, acho que após uns cinco meses do bebê, as coisas foram voltando ao normal. Mas que não e fácil ter dois pequenos, e driblar, casamento, sexo, filhos, e toda a rotina do dia dia, não e não. Mas quem disse que seria, não é mesmo? O que eu sempre digo, a mamães que estão começando essa nova fase, e que me procuram, pedindo minha opinião, é que conversem, dialoguem, se respeitem. Porque é só uma fase a ser superada, e com o Amor de ambas as partes, e muita paciência, essa fase ira passar. Comigo foi assim. Mara – instablog @soumãedemeninos

Caso não haja restrição o sexo é permitido durante a gravidez. Mas o medo, a insegurança de um estado de graça pode atrapalhar alguns casais.
No meu caso, tive restrições nas primeiras semanas, mas depois meu ginecologista e obstetra nos orientou e re
comendou o sexo durante toda a gravidez, pois a prática além de fortalecer os vínculos entre nós fortalece também os músculos do períneo que auxiliam na hora do parto, sem falar que o sexo deixa a mulher feliz e relaxada, e o bebê sente tudo que a mamãe sente.
Foi com este argumento que na minha primeira gestação não tive problemas com o sexo. A segunda gestação foi mais complicada, pois era uma gravidez de risco, então em diversos momentos tivemos de suspender essa prática.
Para nós o pior foi depois do nascimento, o cansaço, as noites mal dormidas me deixaram completamente sem disposição para o sexo. Com a chegada do segundo filho a coisa só piorou, kkkk.
Hoje ainda não voltamos a nossa rotina sexual, e acredito que isso não vai mais acontecer, não é pessimismo, é uma fase nova e temos de nos adaptar. Tem dias que acontece com naturalidade, tem dias que temos de dar uma escapadinha, tem dias que as crianças estão acordadas, etc. É uma infinidade de possibilidades e contratempos. O ideal é manter sempre o bom humor e conversar bastante com o parceiro. Isis Vebber – blog Isis Vebber

Esse tema não foi muito discutido na minha gravidez, eu e meu marido, acho que, levamos tudo de forma tão natural que foi fluindo… Isso na gestação, toda consulta me certificava se estava tudo certo e assim iamos mantendo nossa rotina sexual, rs! O libido por parte dos dois era o mesmo, e íamos vendo dia por dia as mudanças e vivencindo elas! Quando a Maria nasceu a quarentena durou um pouco mais, por insegurança minha, mas a minha insegurança era em relação ao meu corpo, tinha engordado muito na gestação e não estava bem comigo mesma, não queria muito contato ( se é que me entendem,rs) e ficaca sempre me escondendo. Meu marido respeito esse tempo e com o jeitinho dele foi me mostrando que nada tinha mudado, e que com o tempo tudo voltaria ao lugar no meu corpo e voltou! Acho importantíssimo essa sintonia entre o casal, sinceridade e acima de tudo respeito, as coisas vão se encaixando e não há regras, e essa busca pelo sexo por parto continua até hoje, por que com criança em casa nem tudo são fantasias… Karina – blog Mãe Perfeitamente Real

Bom, um assunto que render muito papo… na minha primeira consulta ao Obstetra ele logo suspendeu a relação até os exames e verificar se estava tudo ok, isso deu um susto em nós, passado o período, e visto que estava tudo bem… o sono era muito mais forte! E eu confesso que na gravidez a última coisa que queria era sexo. Tudo o que eu mais queria era dormir! Acho que foi pra compensar… (rsrs…) as muitas noites em claro que estariam por vir. Meu marido super entendeu, e vivenciamos juntos as muitas transformações que estavam por vir… Depois do parto e momento de resguardo, demorou pra acontecer também, era tudo uma loucura, as mamadas da madrugada, as muitas coisas por fazer… enfim, quando o bebê dormia, dormíamos todos, exaustos! Pra voltar ao ritmo demorou sim, mas aconteceu… e como se fosse a primeira vez, pois as inseguranças com o corpo e o “novo” momento de volta. Voltar ao ritmo de antes dos filhos… até acontece, mas o dia a dia é tão mais cansativo, fora as visitas do pequeno nas horas impróprias cortando o clima, é uma saia justa… mas lá vamos correndo acudir o filhote (rs,rs,rs…) Acho que tem que haver muita compreensão, paciência dos dois… assim novos ajustes surgem e tudo se resolve. Cris aqui do Prosa de Mãe

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Imagem do site Se liga mulher

Me despeço de vocês com um até breve! Na próxima semana outra mãe blogueira abordará um tema relevante e estaremos juntas novamente.

Com relação ao sexo, acredito que o casal não pode se acomodar. Devemos manter constante diálogo e investimentos na relação.

Grupo no Facebook: https://www.facebook.com/groups/confissoesmaternas/

Com amor, Fabi

Fabiana Furlan, sou advogada e em janeiro de 2014 fui promovida a mãe, Pedro nasceu para completar minha vida e a partir daí resolvi ser mãe em tempo integral. Com o passar do tempo comecei a me sentir muito sozinha e criei o @maesdepoisdos30 para postar coisas que acho interessantes. Queria partilhar meu mundo, mas ao mesmo tempo, chamar a atenção de outras mães para coisas que não tinham me “avisado”.

3 Comentários

  1. Ficou bom demais
    a postagem, a abordagem
    um assunto que vivemos e
    que existem muito tabus ainda

    Linda Noite!!
    beijokas da Nanda

  2. Muito legal o assunto…
    Ficou ótimo.

  3. Ótimo tema, assunto super importante!
    Cada uma tem sua experiência, que também pode ser modificada em gestações diferentes. Por isso o depoimento e a desmistificação é necessária.
    Beijos,
    Camila
    http://www.baudemenino.com.br

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