Minha trajetória como Mãe

Olá Mamães e Papais!

Em nossa prosa uma querida que a tempos eu convidei, mas por imprevistos não pôde estar aqui, mas hoje se senta conosco e conta um pouco da sua história…

Ela é mamãe de duas lindas princesas e está gravidinha!

Com vocês Taciane Dorneles Hermann do Diário das Princesas

Minha trajetória como Mãe

Meu nome é Taciane e tenho 26 anos. Sou mãe de duas meninas lindas e estou a espera de um novo bebê que chega em Março do ano que vem. Gostaria de dividir um pouco da minha trajetória desde que me tornei mãe com vocês. É uma história longa cheia de idas e vindas, mas vou tentar resumir ao máximo sem deixar passar nenhum momento importante.

Engravidei da minha filha mais velha em 2004, estava cursando o terceiro ano do ensino médio e trabalhava como monitora em uma creche municipal. Minha gravidez foi tranquila e já tinha treinado bastante cuidando das crianças na creche. Tinha 17 anos quando engravidei e quando a Tatiana nasceu em 25 de Março de 2005 já tinha 18 anos. Terminei o namoro com o pai dela quando ela tinha um ano, pois era um relacionamento que eu já queria terminar a uns seis meses e o mantinha para evitar incômodos.

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Até a Tatiana completar três anos moramos com minha mãe, eu trabalhava e fazia cursinho para o vestibular. Mas em 2009 um pouco antes da Tati completar quatro anos nos mudamos. Passei no vestibular da UFSM e fomos morar na CEU II (Casa do Estudante Universitário II). A Tatiana ficava na creche durante o dia e eu estudava pela manhã e trabalhava à tarde. Em Setembro do mesmo ano conheci o Eduardo, meu atual marido e logo ele veio morar com a gente.

Em 2010 mudei meu curso (Filosofia) para o noturno e levava a Tati para a aula comigo quando não encontrava alguma amiga de confiança para ficar com ela. O Eduardo passou em um concurso e foi trabalhar em outra cidade a quatro horas de distância, então só vinha para casa fim de semana e assistia a suas aulas nos sábados. No final do ano resolvemos ter um bebê, saímos da CEU II e alugamos um kit net próximo à universidade. A Tati cursava a primeira séria pela manhã e como os horários de ônibus não se encaixavam eu a levava a pé para a escola. 30 minutos caminhando com ela para ir e 20 minutos sozinha para voltar.

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Em 2011 continuei estudando, mas ficava muito triste de ficar sozinha com a Tati a semana inteira, perdi até o interesse pelos estudos. Em Abril resolvemos nos mudar para a cidade em que meu marido foi trabalhar, tranquei a faculdade e parei de trabalhar. Saldanha Marinho é o pior lugar que já conheci, foi muito ruim morar lá. A Tati que estava indo muito bem na primeira série em Santa Maria não conseguiu ter um bom desempenho na escola e a culpa sem dúvida era da professora e de seu fanatismo religioso. Saldanha tem um índice de aborto muito grande devido a grande quantidade de veneno usada nas plantações de soja. Como comecei a passar mal e a ter várias complicações na gestação morei lá no máximo três meses e voltei para Santa Maria. Passei o resto da gestação na cama e a Tati teve que parar de ir à escola, pois eu não conseguia mais levá-la.

Em Outubro de 2011 no dia primeiro nasce a Bibiana de uma cesárea programada por causa da pré eclampsia que tive na gestação. A Tatiana ficou realizada com a maninha e cuidava dela com muito carinho. Meu marido entrou de férias, mas logo voltou a trabalhar e eu fiquei sozinha com minhas princesas. Nas férias do final de ano passamos alguns meses com o papai, mas em Março voltamos para o início das aulas.

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Em 2012 resolvemos colocar a Tati em uma escola particular, pois o fanatismo religioso também existia na escola que a Tati frequentou por alguns meses em 2011 em Santa Maria. Na escola particular não havia ensino religioso e a professora apesar de ser católica sabia ser neutra dentro da escola. E é assim que deveria ser nas escolas publicas também. Nos mudamos para um bairro mais perto da escola e fiquei mais longe da minha mãe, pois morávamos no mesmo bairro. Foi muito bom ficar um pouco longe, pois ela se intrometida demais nas nossas escolhas e passávamos brigando. Fiz vestibular novamente, desta vez para Pedagogia EAD para poder continuar estudando e cuidando das meninas.

No final de 2012 apesar de odiar a cidade voltamos a morar em Saldanha, pois não aguentava mais ficar sozinha a semana inteira com as meninas. Preferi aguentar uma cidade pequena e as pessoas intrometidas do que ficar longe do meu marido. Na verdade quem sentia mais falta dele eram as meninas, foi por elas que eu aguentei muita coisa nessa cidade. Quando estávamos todos trancados em casa brincávamos bastante e as meninas iam bastante à pracinha. Tínhamos sorte quando só tinha criança na pracinha, pois quando tinha algum adulto eu logo ia embora, não aguentava as indagações: ‘Quem são vocês? Você é filha de quem? Onde seu marido trabalha? Quanto ele ganha? Onde você mora?’ Por favor, odeio indagações de gente intrometida, ainda mais quando não conheço.

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Em 2013 meu marido finalmente conseguiu transferência para uma cidade mais próxima à Santa Maria. Viemos morar em Júlio de Castilhos e já estamos aqui desde Junho. Não é tão bom morar aqui, mas é muito melhor do que Saldanha. Pela primeira vez conseguimos alugar uma casa boa e grande, aqui as meninas tem bastante espaço para correr e brincar. Optei por continuar não trabalhando, pois quero ficar com as meninas e educá-las da minha maneira. O que adianta trabalhar o dia inteiro por um salário mínimo e ter que pagar outro salário para alguém cuidar das meninas? E ainda iria ficar longe delas e não teria certeza de que elas estariam sendo bem cuidadas. Quero ver minhas filhas crescer, não quero perder nenhum momento.

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Há alguns meses tivemos uma surpresa, descobri que estou grávida novamente. Foi uma gravidez inesperada, pois queríamos ter outro bebê daqui a uns quatro ou cinco anos. Mas estamos todos muito felizes com a novidade e preparando tudo para a chegada do bebê. Mas agora surgiu uma dúvida devemos ficar por aqui ou voltar para Santa Maria? Afinal lá tem muito mais médicos e hospitais. O daqui é bem ruim e a escola também não é muito boa. Ainda estamos pensando nisso, afinal agora estamos à uma hora de Santa Maria e o Eduardo poderá ir trabalhar e voltar para casa todos os dias.

Muitas vezes não sou a mãe exemplar que gostaria de ser, mas faço tudo pelas minhas filhas. Sei como é importante para elas a presença do pai e se for melhor ficar por aqui eu irei tentar ao máximo me adaptar. E farei de tudo para que elas se adaptem bem e que gostem daqui. No Início será difícil para todos, mas não medirei esforços para que elas sejam felizes, pois se elas forem felizes eu serei também.

Agradeço ao convite da Cris, já fazia algum tempo que eu queria participar desta coluna, mas muitas vezes ficava sem internet em casa devido às mudanças e outras vezes me faltava tempo mesmo. Espero que tenham gostado e venham nos visitar em nosso cantinho. Beijos,

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Taciane Dorneles Hermann

Diário das Princesas

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9 Comentários

  1. Taci que historia!

    Eta que povo curioso hein? Eu também não aguentaria fiar longe do marido.

    Muita saúde nessa nova gestação.

    beijos

  2. querida você é uma guerreira, uma lição de vida
    mudança de cidade, trancar a faculdade deixar de trabalhar
    tudo isso exigi amor .força imagino como se sentiu não podendo levar sua filhota pra escola
    ou até ,esmo ter que leva-la andando por 30 minutos.
    a respeito de trabalhar penso que nem você não vale a pena
    amiga te dou os parabéns de pé
    amei conhecer mais um pouco de vocês
    (¯`v´¯) Lindo dia
    `*.¸.*´ ?Minha amiga
    ¸.•´¸.•*¨) ¸.•*¨)?bjão
    (¸.•´ (¸.•´ .•´ ¸¸.•¨¯`•.(¯`v´¯)
    .`·.¸.·´ ?
    ¸.·´¸.·´¨) ¸.·*¨)
    (¸.·´ (¸.·´ .·´ ¸http://sermamaepelasegundavez.blogspot.com.br/

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