Inauguração Clínica Heads

E semana passada tivemos o privilégio de conhecer a Clínica Heads, a convite da Prestige. Me encantei com a história, o ambiente e tudo o que a clínica disponibiliza. Hoje venho contar um pouquinho pra vocês.

Clínica Heads

História

No ano de 2005, ao completar 4 meses, a filha do médico brasileiro Gerd Schreen foi diagnosticada com plagiocefalia posicional, conhecida também como assimetria craniana, nomes até então desconhecidos por ele e a família. Ao buscar tratamentos no Brasil, o médico e sua esposa se deparavam sempre com as mesmas respostas dos colegas que consultavam: “É preciso se conformar, não há tratamento”. Além disso, minimizavam a importância do problema, considerando o caso “apenas estético”.

Após fazer muitas buscas e estudar sobre o assunto na literatura científica, descobriu que havia uma órtese craniana, uma espécie de capacetinho sob medida que prometia corrigir a assimetria em alguns meses, porém não estava disponível do Brasil. Decidiu então levar o caso para o Dr. Benjamin Carson, no Johns Hopkins, em Baltimore, referência mundial em neurocirurgia pediátrica que os encaminhou imediatamente para o tratamento ortótico.

A família mudou-se para os Estados Unidos. Foram 6 meses de tratamento, e o resultado final foi gratificante. “Foi uma sensação incrível, minha caçula estava ótima. Nunca imaginamos que nos emocionaríamos tanto ao fazer uma “Maria Chiquinha” para o primeiro aniversário dela”, comenta o Dr. Gerd.

O desafio agora era trazer este tratamento ao Brasil, levando em conta a quantidade de crianças que apresentam este problema aqui (cerca de 300 mil ao ano) e que não têm condições de mudar para outro país e pagar pelo procedimento. Foi aí que decidiu fazer uma especialização nos Estados Unidos no tratamento das assimetrias cranianas com órtese. Neste período estabeleceu contato com o melhor fabricante de órteses no mundo, a Orthomerica Inc. e começou a trazer o tratamento ao Brasil. Hoje, a empresa oferece exclusividade no fornecimento de suas órteses em todo território brasileiro.

Dr. Gerd Schreen atua na área há 5 anos, treinou equipes, desenvolveu manuais e materiais educativos, foi a Congressos e tratou pessoalmente mais de 1300 pacientes.

Para ter resultados mais precisos a clínica conta com o STARscanner, também da Orthomerica, o único equipamento capaz de oferecer na hora da consulta, todas as medidas da cabeça do bebê com absoluta precisão, além de fornecer o molde virtual para a confecção da órtese sob medida. O scanner é chamado de Gold Standard, pois nenhum outro dispositivo chega perto de seu grau de precisão. Tudo isso sem uso de radiação e com total segurança para o bebê, levando apenas 1,5 segundos para ser realizado.

No dia 25 de junho a Clínica Heads inaugura a unidade no Rio de Janeiro 

Comandada pelo Dr. Gerd Schreen, a equipe da Heads é a primeira no Brasil dedicada ao tratamento das assimetrias cranianas em bebês

O médico Dr. Gerd Schreen inaugurou no Rio de Janeiro sua segunda clínica Heads. A primeira fica na cidade de São Paulo, e funciona desde o final de 2014, após o médico ter se especializado em assimetrias cranianas em bebês, ao viajar para os Estados Unidos para tratar este mesmo problema na sua filha caçula e já ter tratado no Brasil mais de mil e trezentas crianças nos últimos 5 anos.

Até então, não havia no Brasil tratamento eficaz para essas assimetrias, embora já existisse nos Estados Unidos e Europa há quase 30 anos.

O objetivo da Clínica Heads é tratar crianças que tenham algum tipo de assimetria craniana posicional, que são classificadas principalmente em plagiocefalia posicional e braquicefalia posicional. A primeira delas significa “cabeça oblíqua”. Em outras palavras, é a cabeça assimétrica semelhante a um paralelogramo. A parte de trás apresenta um lado achatado e o outro proeminente, com frequente desalinhamento das orelhas e até da testa e do rosto.

Já a braquicefalia posicional, “cabeça curta”, se refere ao achatamento de toda a área posterior da cabeça, com alargamento da região e elevação do “cocuruto”.

Essas diferenças na região craniana são consequência do apoio constante da cabeça em uma só posição nos primeiros meses de vida do bebê, fase em que o crânio cresce com enorme velocidade. Isso pode acontecer também no final do período gestacional, como quando há pouco líquido amniótico (o chamado oligohidrâmnio), encaixe precoce do bebê na pelve e gestação gemelar.

antes e depois

A boa notícia é que na maioria das vezes há como prevenir que a assimetria apareça, bastando para isso evitar o apoio constante da cabeça sempre no mesmo lugar. As manobras preventivas incluem principalmente:

  • Ao colocar o bebê para dormir de barriga para cima, posicione sua cabeça levemente voltada para um lado, depois para o outro, alternando o apoio.
  • Evite o uso exagerado do bebê-conforto. Este equipamento foi desenvolvido para ser usado no carro e seu uso deve se restringir a isso. Deixar o bebê por horas no bebê-conforto certamente levará a um apoio excessivo na região de trás da cabeça.
  • É muito importante colocar o bebê de barriga para baixo por alguns períodos quando estiver acordado e sob supervisão. É o que chamamos de Tummy Time, ou “tempo de bruços”. Nessa posição, o bebê fica livre do apoio na parte de trás da cabeça, ao mesmo tempo em que desenvolve a musculatura da nuca e do ombro.
  • Se o bebê tem uma preferencia exagerada de virar a cabeça sempre para o mesmo lado ou tem até uma limitação para virar para o lado oposto, pode ter o chamado Torcicolo Congênito. Converse com um especialista para verificar se não há necessidade de fazer um pouco de fisioterapia para corrigir esse torcicolo, pois está fortemente associado à plagiocefalia posicional por levar a um apoio viciado.

É possível também reverter a situação, quando o problema é percebido no início. A primeira medida visando o tratamento é quase sempre o chamado reposicionamento, que consiste basicamente em procurar posicionar o bebê pelo máximo possível de tempo de forma a apoiar do lado que está proeminente e evitar o apoio do lado que está achatado. Isso vale para a posição de dormir, segurar no colo, cadeirinhas, etc. O objetivo dessas manobras é de inverter o mecanismo que levou à assimetria, promovendo uma lenta melhora.

O problema é que, à medida que o bebê vai crescendo, ele vai ficando mais forte e habilidoso, tornando o reposicionamento progressivamente mais difícil e menos eficaz. É aí que entra o tratamento ortótico, uma espécie de capacetinho feito rigorosamente sob medida que funciona como um molde para direcionar o crescimento de volta à normalidade. A parte proeminente fica constantemente apoiada no capacete, enquanto a parte achatada fica livre para crescer, mesmo quando o bebê insiste em apoiar a cabeça nessa região.

Para identificar se o formato ultrapassa os limites da normalidade, uma boa dica é olhar a cabeça do bebê de cima para baixo na hora do banho com o cabelinho molhado. Vale ressaltar que todos temos algum grau de assimetria, o que é absolutamente normal, mas é fácil de enxergar aquelas condições que começam a chamar a atenção.

Ao identificar uma assimetria, os pais devem conversar com um especialista. Na Heads, os pacientes são avaliados clinicamente pelo médico especialista e submetidos a um escaneamento tridimensional a laser, para avaliar com precisão o tipo e grau de assimetria. Trata-se de um exame rápido (1,5 segundos), sem anestesia ou radiação, que gera um relatório detalhado com todas as medidas da cabeça do bebê, tornando a avaliação muito mais objetiva. Baseado nessas informações, o médico terá condições de indicar a melhor opção terapêutica para o bebê.

Só é possível corrigir o formato craniano durante a fase de crescimento rápido do crânio, ou seja, até os 18 meses de vida. No entanto, quanto mais precocemente forem instituídas as medidas corretivas, mais rápida e melhor será a correção. Com o tratamento, ao longo de 3 a 4 meses é possível corrigir a deformidade definitivamente, livrando o bebê do problema pelo resto da vida.

É mais simples do que parece e muito mais recorrente do que se imagina. Para se ter uma ideia, estima-se que cerca de 300 mil bebês tenham assimetria craniana além do que é considerado normal no Brasil atualmente. Os estudos mostram que cerca de 12% dos bebês saudáveis nascidos vivos tem algum grau de assimetria. Boa parte destes vai melhorar rapidamente, mas 20% deles precisarão de um tratamento mais sério.

A Heads – Clínica Dr. Gerd Schreen tem clínicas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O espaço

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Órtese

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Site: www.clinicaheads.com.br

Facebook: facebook.com/clinicaheads

Instagram: @clinicaheads

11 Comentários

  1. Que história em que garra
    teve essa família
    que foi atrás que lutou
    e hoje ainda ajuda as crianças
    com sua clínica

    Linda Noite!!
    beijokas da Nanda

    1. Author

      Pois é amiga, às vezes não entendemos pq as coisas acontecem conosco… mas tudo tem um propósito!
      E a clínica agora no Brasil ajudará a muitos
      bjs

  2. Que post informativo e importante!!!
    Informação e atenção dos pais sempre são importantes para um bom desenvolvimento dos filhos e nesse caso é primordial, e aliada a essa tecnologia apresentada, que confesso não conhecer até então!!!
    Parabéns pelo texto e a clínica.
    Beijos,
    Camila
    http://www.baudemenino.com.br

    1. Author

      Amiga eu tb não conhecia… por isso divulgar e espalhar para amigas é super importante!
      bjs

  3. A medicina usada a favor de tantas crianças é assim transformadora. Que bom que este novo espaço trouxe pioneirismo, inovação e esperança.

    1. Author

      Pois é amiga fiquei muito feliz em conhecer esse trabalho e ajudar na divulgação do serviço para que beneficie a outros.
      bjs

  4. Incrível esse post!!!
    Todas as mães deveriam ler isso, a gente não imagina que a posição constante do bebe no mesmo lugar possa causar uma deformidade. E que bom que tem tratamento… A clinica é muito aconchegante, faz diferença no tratamento! Beijos Cris!!!

    1. Author

      Amiga tb fiquei passada quando soube q a posição pode sim deformar
      Graças a Deus tem tratamento e informações para prevenção!
      bjs


  5. Que post super.
    Eu conheci um menino que precisou usar o capacete, e graças a Deus não precisou operar. Mas ainda este tratamento aqui é muito caro, tiveram que vir de Recife para São Paulo, para poder cuidar dele.
    E hoje não usa mais, e cranio voltou para o seu formato normal.
    Que lugar lindo a aconchegante esta clinica.
    Bjs
    Vivi e Isaac

    1. Author

      Pois é amiga, o tratamento no Brasil somente no Rio e São Paulo.
      Graças a Deus que conseguiram fazer o tratamento a tempo.
      bjs

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